segunda-feira, 7 de março de 2011

Capitulo XI


Aviso:
Gente, no meio da história, de vez em quando, vai aparecer: (n/a: ) esse n/a significa “nota da autora” , ou seja, é quando eu quero fazer algum comentário no meio da história, ok?



Entrei no carro e ele me levou na minha casa (de novo), isso já ta virando rotina. Ainda bem, porque ele é um gato UAHEUAEH. Ok Demetria, sem pensamentos poluídos com Joe, ele é seu amigo. Saímos do carro e fomos rumo á porta da minha casa.
– Então tchau, até amanhã. – Joe disse e foi me dar um beijo na bochecha só que ele acabou pegando, sem querer, o cantinho da minha boca.
AI MEU DEUS!!!!!!!! Que vergonha, que vergonha. Aaaah quero enfiar minha cabeça em um buraco e ficar lá pra sempre. Tudo bem, eu sei que foi só no cantinho, mas mesmo assim!!!
Ok, se controle Demi, não foi nada, sorria e acene UAHEUAHE ok, acho que a frase dos pingüins de Madagascar não funciona agora nesse momento. (n/a:já viram o filme Madagascar neh?).
– Ér... Eu tenho que entrar. Tchau. –  eu disse abrindo a porta e a fechando super rápido, que nem uma maluca. Aaah legal, agora ele vai achar que eu sou psicótica. (n/a: Que nem você néh Fê? UAEHUAEH) Nem esperei o menino responder e já fechei a porta na cara dele.
Mas vai que ele é um estrupador de menininhas inocentes disfarçado... (n/a: Neh Carol? uahuahe) Ta parei, eu sei que ele não é. Meu Deus eu penso tanta besteira, acho que eu não devo ser muito normal.
– Demi? É você que chegou? – ouvi minha mãe gritando da cozinha.
– Sou eu mãe. – respondi.Não mãe, é o Jon Bon Jovi lindo e gostoso que chegou aqui EM CASA SÓ DE CUECA *o* (n/a: meu sonho *-* AUEHUHA) O que minha mãe está fazendo acordada essa hora?
– Vem cá então. – ela gritou.
Joguei minha bolsa em cima do sofá, arranquei os sapatos que estavam matando meus pés (tadinho deles *-*) e taquei-os pela sala. Fui até a cozinha e tinha um cara que eu nunca tinha visto na minha vida e duas meninas. Uma pequeninha, que devia ter no máximo 10 anos, e uma outra já grande, parecia ser mais velha do que eu.
– Bom, eu quero te apresentar algumas amigos meus. –  ela disse me olhando e sorrindo. O que já é um começo, já que é raro ver ela sorrindo. – Esse aqui é o Patrick. – ela disse apontando pro homem –  Essa é a Dallas. – ela apontou pra menina maior. – E essa coisa fofa aqui (n/a: com certeza, muito fofa *-*) é a Maddison – ela apontou pra pequeninha. Aawn ela é tão fofa.
– Oii, meu nome é Demi. – minha mãe pigarreou (n/a:pigarrear é fazer aham com a garganta sabe?). – Quer dizer, é Demetria, mas me chamem de Demi por favor.
– Assim é melhor minha filha. – minha mãe disse. Ah que chata ¬¬.
– Oi – os três responderam.
– Bom, eu acabei de chegar de uma festa e estou cansada então vou subir, mas foi um prazer conhecer vocês três. – eu disse e fui saindo da cozinha, só que minha mãe me segurou pelo braço.
– Espera, eu quero dizer mais uma coisa... – parei e fiquei olhando pra ela com cara de: Então fala logo. – É que eu e o Patrick somos namorados.
– Aaaah que bom –  eu respondi. Ei espera, ela disse namorados? –  Espera ai. Como você arranjou um namorado sendo que não estamos aqui não tem nem uma semana? – minha mãe tem arranjou um namorado antes de mim? Tsc tsc, to me sentindo uma encalhada D:
– Bom, na verdade ele não é daqui, eu e ele já éramos namorados quando a gente estava no Brasil, já fazia um ano, só que quando a gente veio pra Boston eu resolvi terminar, porque namoro a distancia não funciona. Então Patrick me ligou perguntando meu endereço, eu não entendi nada, mas passei mesmo assim. Quando eu cheguei do trabalho hoje eu vi que tinha um carro parado na nossa porta e foi então que eu vi que era ele. Não é fofo? Ele veio morar aqui só pra ficar comigo! – u.u ou ele é besta ou tem probleminha, se mudar só pra ficar com a minha mãe? 
– Ah, é mesmo mãe muito fofo. – menti.
– Bom, então o que você ta esperando? Vai arrumar suas malas! – malas? Hãã? Acho que minha mãe pirou de vez.
– Malas? – perguntei.
– É, malas Demetria, a gente vai morar com o Patrick, ele comprou uma casona pra gente aqui em Boston. Agora nós vamos morar juntos.
– O que? – eu disse perplexa.
– Isso mesmo que você ouviu, agora vai logo antes que eu perca minha paciência – ela disse e me empurrou na escada.
Subi as escadas correndo e me joguei na cama.
Ah fala sério, essa mulher pirou de vez agora neh? Só pode. Ela nunca me contou que tinha um namorado e agora vem hoje e diz que já tem um namorado a mais de um ano e que agora a gente vai morar com ele. Depois quando eu falo pra alguém que ela é pirada ninguém acredita aff fala sério....
Arrumei minhas malas e nós fomos pra casa do Patrick. Fiquei o caminho inteiro quieta, não estava afim de falar com ninguém.
Acabei pegando no sono e só percebi quando senti alguém me cutucando.
– Ei, Demi acorda.  Maddison disse.  A gente já chegou.
Esfreguei os olhos e abri eles. Quando desci do carro quase tive um treco. A casa que estava na minha frente parecia casa de artista famoso, era totalmente gigante e linda. OMG será que é aqui que eu vou morar? Não creio. Se eu soubesse que esse cara era rico assim já teria pedido pra minha mãe morar com ele a um tempão. AEUHAUEH Mentira, eu não sou tão fútil assim.
– Essa é sua casa? – perguntei boquiaberta para Maddison.
– É sim. Bem legal néh? – ela perguntou.
– Demais.
Entramos na casa e tipo, ela era ENORME. Conversei um pouco com Patrick e descobri que eu tinha um quarto gigantesco só pra mim, com um closet enorme que já estava entupido de roupas novas para mim *-*. Também tinha um banheiro com banheira. Era tudo tãão legal. 
Era assim:

E assim á noite:


Aproveitei minha nova banheira pra tomar um bom banho e depois fui dormir.

No outro dia:

“Estava quase na entrada da estrebaria quando ouvi aquele grasnado irônico vindo dos galhos do enorme carvalho velho que ficava de sentinela em frente o edifício. Minha primeira reação foi deslizar rapidinho até a porta para entrar. Na verdade, comecei a correr, até que minha raiva me deteve”
– Demi, eu acho bom você guardar esse livro – o professor de química me chamou a realidade. De má vontade, concordei e guardei meu livro. Droga, agora como saberia o que aconteceria com Zoey? Fiquei encarando o nada e o professor continuou a falar. Odeia as aulas que nem Sel e nem Joe fazem comigo. É um saco.
– Morrer não morre, mas faz mal. Amônia é prejudicial à saúde – idiota, pensei. É claro que mata, se houver inalação ou contato constante. Por que diabos um idiota como esse é professor?
Vinte minutos. Vinte minutos e eu estaria livre.
O professor se virou para o quadro e continuou a escrever. Aproveitei e tirei meu Ipod do bolso e passei o fone por dentro do meu casaco. Coloquei o cabelo tampando os fios do fone e o liguei. Daughters, do John Mayer, começou a tocar.
Essa música sempre me lembrava de Ashley (Greene) uma amiga minha, que eu havia deixado no Brasil. Não sei porque, mas sempre que ouvia essa música me lembrava dela.

----------Flashback----------

         Era a hora, eu tinha me despedir dos meus poucos amigos. Amanhã me mudaria de país e ainda não tinha criado coragem de contá-los a notícia.
         – Eu te amo – eu disse.
         Ashley não respondeu.
         – Você é a minha melhor amiga – continuei.
         – Você é especial – ela respondeu.
         – Eu vou embora.
         – Como?
         – Sim, vou me mudar, pra sempre, pra longe. Não pretendo voltar, não poderei.
         – Acho que vou sentir saudades.
         – Não vamos nos ver mais todos os dias, e eu prometo mandar cartas e deixar bem claro a cada dia, o quanto eu te amo.
         – Ok. Se caso algum dia eu mudar de casa, te passo o endereço por email.
         – Tudo bem. Vamos continuar nos falando, sempre.
         Ela não respondeu de novo.
         – Eu não consigo viver sem você.
         – É bom saber que sou importante pra alguém – ela disse.
         Dei-lhe um abraço rápido e sai. Tinha de acabar de arrumar minhas coisas.

----------Fim do Flashback----------

Encarei o professor e fiz cara de interessada, fingindo estar escutando o que ele dizia. “Bem melhor”, pensei.
Quando você tem seis aulas chatas por dias, começa a desenvolver métodos e táticas para passar o tempo. Ler, ouvir música, desenhar e escrever são meus preferidos.
Cinco minutos. Respirei fundo e ergui a mão. Qual o sentido de assistir essa aula se eu já sei o assunto? Quatro minutos.
– Professor falta dois minutos – uma coisa que eu admiro em mim mesma é a minha cara de pau – Libera a gente?
– Ok. Podem sair, não se esqueçam de fazer a tarefa.
Ele mal havia acabado de dizer isso e eu já havia saído. O sol me envolveu. “Viva a liberdade”.
  

– E ai como foi a sua aula preferida? – Sel perguntou rindo. Ela adora me irritar falando que química é minha aula preferida. Algum dia desses eu ainda bato nela (haha, até parece que eu vou bater nela).
– Ótima – eu disse ironicamente – melhor ainda porque eu já sabia toda a matéria e fiquei super entediada. Por isso comecei a ler e o idiota do professor me obrigou a parar de ler e prestar atenção na aula.
– Aaah até parece que você prestou atenção – dessa vez foi Joe que disse. Estávamos na fila do almoço esperando pra ver que gororoba iriam servir hoje.
– Bom, eu tentei, mas a música não deixou porque estava alta e com isso não conseguia ouvir nada do que o professor dizia, então a culpa não foi minha – eu disse gargalhando de mim mesma.
– Não foi culpa sua? Até parece que você consegue mentir, nem mesmo ironicamente você não consegue – ele disse rindo e ao mesmo tempo fazendo cara de nojo ao olhar para seu almoço. Éca aquela comida da cantina estava horrível hoje.
– Não sei mentir? – o que ele estava insinuando com essas palavras?
– É, com certeza você não sabe mentir Demi – Sel ria junto com Joe e eu olhava os dois confusa. É claro que eu sei mentir. Todo mundo sabe!
– Claro que sei – disse confusa.
– Não sabe nada – Joe riu. – Sempre que você mente dá para perceber. Você arregala um pouco os olhos e suas narinas se dilatam. É estranho mais é verdade.
– É – concordou Sel.
– Como assim eu arregalo os olhos e dilato minhas narinas? – perguntei desconfiadas.
Andamos até nossa mesa de sempre e nos sentamos. Acho que vou ficar de jejum hoje. A comida não está com uma cara muito agradável. Parece mais uma mistura de vomito com restos de bagaço de suco.
Nojo.
– Demi's, não adianta você falar que não. É verdade. Eu vi isso quando fui até sua casa te pegar pra vir pra escola e sua mãe te perguntou se você sabia fazer todos os exercícios da aula de ginástica, você disse que sim. – Joe continuou a me condenar por causa dos meus olhos e do meu nariz – e eu já te vi fazendo ginástica, e sejamos sinceros, você é um completo desastre quando a questão é ginástica.
Os dois estavam rindo da minha cara. Ah traidores!
– Muito engraçado – eu disse secamente. – Vocês dois vão cagar.
– Ah vai, não precisa ficar brava você sabe que nós só te implicamos porque te amamos – Sel disse e me abraçou. Ela e seu abraço esmagador quase me fizeram explodir.
– Calma menina, desse jeito você vai me fazer explodir, fazendo todas as minhas tripas voar nas paredes e você vai ser obrigada a limpar – eu comecei a rir, mas logo parei ao ver que Taylor alternava em me olhar e olhar Joe.
– Só não entendi porque você mentiu pra ela – ela disse confusa – ela me soltou de seu abraço esmagador. Senti o ar voltando para meus pulmões.
– Só menti porque foi preciso. Minha mãe sempre quer que eu seja boa em tudo, se eu dissesse que não era boa em ginástica ela certamente ia começar a surtar e ia me colocar em uma aula particular de ginástica – e eu não estava nem um pouco a fim de ter aula de ginástica particular.
– Ah bom.
Comemos a gororoba e eu e Sel continuamos conversando enquanto Joe permanecia mudo. Talvez ele estivesse pensando em sua ex-namorada morta. Coitado, e ele ainda acha que foi culpa dele. Claro que não foi, mas ele é um cabeça dura.
– Hey Joe – o chamei a realidade, ele estava absorto em seus pensamentos.
– Que?
– Já percebeu em como a Taylor te olha? – perguntei. Ao mesmo tempo ele olhou pra trás para vê-la e seus olhares se cruzaram.
– Não – ele disse constrangido. – Como?
– Ela te olha como se quisesse te comer – fiz cara de nojo imaginando a cena. Não foi uma cena muito agradável de se imaginar.
– Nossa! Eu não sabia que você era tão pervertida assim Demi – ele disse gargalhando, jogando a cabeça pra trás. (n/a: AUEHUAE eu sei que vocês leitores são bem pervertidos também, então eu sei que vocês entenderam o duplo sentido *o*)
– Ei! – arregalei os olhos. Não era bem do modo que ele havia pensado – Você que é. Seu pervertido, eu não quis dizer nesse sentido que você está pensando.
– A tá bom sei, até parece – ele disse gozando.
– É sério. Ela te olha com uma cara muito estranha – eu disse enojada. – Acho que ela é a fim de você.
– Hmm... Acho que não – ele disse rindo.
– Ache o que quiser – dei de ombros – eu ainda continuo achando que ela é afim de você.
– Você é doida – ele disse ainda rindo.
– Obrigada pelo elogio – disse secamente.
– De nada – ele sorriu e me apertou em um abraço enquanto Taylor me olhava com uma cara de assassina.
Ah tá bom que ela não é á fim dele.
Se ela não é á fim dele, eu sou a Lady Gaga.
Pensando por esse lado... Ainda bem que ela é á fim dele, nem morta eu queria ser a Lady Gaga, ela é medonha.
Totalmente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário