segunda-feira, 7 de março de 2011

Capitulo XII




É incrível como o tempo passa rápido quando você está com pessoas que você gosta. Hoje completa um mês que me mudei pra casa de Patrick e nesse pouco tempo já me sinto como se conhecesse a Madd há um século. Ficamos bem próximas nesse tempo, já até nos chamamos de irmã AUEHAIHE. Já com Dallas não me dei muito bem, não sei porque, mas acho que ela não gosta muito de mim. Sempre me evita e quase nunca troca uma palavra comigo. Patrick também é um cara bem legal, afinal, minha mãe ficou até mais legal depois que começamos a morar com ele.
E a casa então? É  P-E-R-F-E-I-T-A!! Realmente não tem como minha vida ficar melhor agora.
Eu havia acabado de me arrumar pra ir pra escola e estava acabando de tirar alguns bolinhos do forno para poder levar de almoço, porque ninguém merece aquela gorororoba que servem de almoço na escola.
Peguei alguns e coloquei em um pote pra levar para o Joe, afinal ele me dá carona todo dia agora. (n/a: aaah sua sortuda *o*).
– Demi magrela cara de panela, Demi magrela cara de panela! – saí correndo ignorando a musiquinha irritante que minha “irmã” (Madd) havia criado para me irritar.
– Também te amo Madd – eu disse e sai rindo.
Joe estava dando gargalhadas, recostado em seu carro. Vestia uma camiseta preta com um jeans. Bom, ele é meu melhor amigo, mas tenho que admitir que ele estava fantástico.
Foi uma amizade meio rápida, não sei explicar bem porque, acho que temos muitas coisas em comum. (n/a: não não Demi, isso se chama “Almas Gêmeas” UAHEUEAH).
– E ai? Pronta pra um dia cheio de emoção? – ele abriu os braços para me dar um abraço. O perfume de sua camiseta me inebriou.
– Aaah! Claro! Acho que a aula de química vai ser a mais emocionante do dia – disse de cara feia.
– Claro, porque você ama química – disse ele ironicamente bagunçando meu cabelo.
– Tá bom. Por que você não abre essa porta pra mim como se fosse um cavalheiro e para de falar abobrinhas?  É só fingir que somos duas crianças brincando de carrinho de bate-bate e que você é o menininho educado que abre a porta pra menininha – eu disse rindo.
– Está comparando meu carro com um carrinho de bate-bate, Demi? – ele tentava soar bravo, o que era praticamente impossível.
– Hmm, sim – eu disse. – Quer dizer, claro que não. Não estou a fim de apanhar hoje. HAHA até parece que ele me bateria.
Joe se virou para abrir a porta e com o canto do olho pude ver um sorriso esperto se formar em seu rosto.
– Sabe de uma coisa? – ele disse, se virando e ficando frente á mim, bloqueando a entrada da porta. – Você não me engana. Quero saber o que está acontecendo.
– Seu idiota. Não tem nada acontecendo comigo. – eu ri. Errado? Para mim as coisas nunca estiveram tão certas.
– Claro que tem. Hoje você está usando uma saia e ainda por cima é rosa o que, de acordo com você, é a cor que você menos gosta. E você nunca usa saia, você odeia saia – ele disse desconfiado.

Demi estava assim:


Entrei no carro e esperei Joe se sentar para poder provocá-lo.
– Na verdade, eu tenho um problema sim... – fiz suspense – mas não vou te contar.
– E você acha que eu vou ficar quieto enquanto sei que posso torturá-la e saber toda a verdade? Eu te conheço, tem alguma coisa que você não quer falar – ele estava com uma cara um pouco safada. Senti meu coração acelerar.
Meu deus o que está acontecendo comigo? Já disse para mim mesma que se apaixonar por amigos não dá certo, sempre acaba em uma amizade estragada. Não que eu estivesse apaixonada por ele, não, nada a ver. (n/a: tsc tsc, não adianta negar Demi, ninguém consegue resistir á esse José AUHUAEH)
– Você me conhece tanto que nem sabe do que sou capaz. Trouxe um pote de bolinhos recém saídos do forno pra você devorar pelo caminho da escola – vi a boca de Joe se encher d’água enquanto eu tirava um pote cheio de bolinhos de dentro de minha bolsa.
– EOO AMUO VOUCEE – só se viam farelos voando na minha cara.
– Éca! Falar de boca cheia é feio Joe – ele riu e devorou mais cinco bolinhos.
Chegamos à escola, o mesmo cenário de sempre. Árvores daqui, estacionamentos dali, pessoas de cá...
Descemos do carro e caminhamos lentamente até os corredores.
– Há já sei! – dei um pulo de susto ao ouvir Joe gritar.
– Sabe o que? – ele ria da minha cara de espanto.
– Sei o que tem de errado com você – ele disse balançando a cabeça.
– O que tem de errado comigo? – fiz uma cara irônica de indignada.
– Bom, não é bem com você... – ele ainda estava com um sorriso safado nos lábios – tem algum menino no meio disso não é senhorita Devonne?
– NÃO! – disse um pouco alto demais – não, claro que não. – sussurrei. Melhor parar de gritar, as pessoas daqui adoram ficar de olho na conversa dos outros.
– Ah, tá bom. Até parece que você consegue me enganar, lembra do que eu te falei sobre você não saber mentir? – ele disse rindo – Quem é?
– Já disse que não é ninguém – fechei a cara carrancuda – Só conheço você de menino aqui.
– Também não precisa ficar brava – ele me abraçou, fazendo com que as pessoas ficassem nos olhando. Inclusive Taylor, que me olhava com uma cara medonha – se você gosta de mim é só me avisar gatinha que podemos marcar um encontro – ele riu e deu uma piscadela. Hmm quem dera isso fosse verdade... OMG o que seu estou pensando, ele é meu amigo.
– Não estou brava e sem essa de gatinha, seu bocó. A não ser que você queria levar um soco nesses seus olhos de gramado verde. – eu disse tentando não demonstrar o meu nervosismo.
– Não obrigado não quero um soco não – ele fez bico – olhos de gramado verde, o que é isso? – ele indagou fazendo com que eu ficasse corada.
Eu e minha enorme boca.
Ele tinha os olhos mais bonitos que eu já havia visto, não pela cor e sim pelo brilho que irradiava dele.
– Ah, não é nada não – sorri sem graça.
– Bom então vai, me conta. Me conta. Me conta. Me conta – ele fazia cócegas em minha barriga e eu ria descontroladamente – Conta. Conta. Conta.
– Não – eu disse entre varias risadas.
E assim partimos para mais um dia “cheio de emoção”. Literalmente.

O que seria essas emoções? U.U Descubra no próximo capítulo. (UAHEUHAE que coisa mais clichê dizer isso).

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