segunda-feira, 7 de março de 2011

Capitulo X



No resto da noite Selena ficou sumida com aquele garoto que ela havia encontrado, provável-mente eles estavam enfiando a língua um na boca do outro. Ainda bem que Justin estava aqui. Se contrário eu iria ficar velando.
– Você é uma figura dançando – rapidamente Joe parou de rir e ficou me encarando.
– Por quê? – ele indagou.
– Ah, sei lá, você dança engraçado, é meio duro, hã quer dizer, você sabe néh, no Brasil todo mundo é mole pra dançar e aqui as pessoas são mais duras – dei de ombros. Acho que me embaracei toda tentando explicar, o que me fez com que minhas bochechas pegassem fogo.
– Brasil? Você já foi ao Brasil? – quase não escutei o que ele disse por causa do barulho que os sons estavam fazendo.
– É, eu morava no Brasil – respondi.
– Sério? – indagou. “Não eu estou mentindo” pensei balançando a cabeça para parar de pensar besteiras e sorri.
– Sim.
– Legal! – ele exclamou. – Depois então quero uma aula de dança com você senhorita “mole” – ele riu.
– Hã, Joe isso não pegou muito bem não, mas voltando ao assunto da aula, duzentos dólares – eu disse rindo enquanto voltava a dançar.
– Sua tarada! – ele riu fingindo espanto – Hmm... E pra amigos é de graça neh?
– Pra amigos têm um preço especial, trezentos dólares.
– Nossa esse povo do Brasil gosta de esfolar a gente – ele disse rindo, parando no mesmo instante e fechando a cara.
Tentei ver para que rumo ele olhava, mas sem resultado. Sou meio pequena e isso dificulta as coisas.
– O que foi? – perguntei preocupada.
– Ah nada – ele disse.
Ele pegou no meu braço e saiu me puxando até um canto do salão.
– Eu tenho que te contar uma coisa – ele sussurrou no meu ouvido, o que me fez dar uma risadinha. Sempre tive muita cócega – Só que aqui não dá, tem que ser lá fora.
Ele me arrastou para fora do salão, o que foi um pouco difícil já que as pessoas não queriam sair da frente.
– Bom, então estamos aqui – ele disse meio debilmente.
– É estamos – respondi rindo, mas logo parei ao perceber a cara dele.
– Provavelmente você já deve ter ouvido falar do que eu vou te dizer aqui – ele estava sério e sombrio. Senti uma pontada de medo – no ano passado eu namorava uma menina chamada Hayley, já fazia sete meses que estávamos juntos, eu nem gostava muito dela como namorada, mas ela era uma garota super legal e tal, então resolvi levá-la para uma boate comigo para comemorar. Até aqui tudo bem. Mais ou menos lá pra meia noite me deu vontade de ir ao banheiro. Avisei ela que ia ao banheiro e fui, mas quando voltei procurei ela por todos os cantos e não a achei. – cara, já estou começando a ficar com medo, o que ele está querendo dizer com isso? – Encontrei Taylor chorando e uma multidão envolta dela e de uma pessoa caída no chão – Hmm... Tem Taylor no meio? Provavelmente não é coisa boa – Cheguei mais perto e percebi que essa pessoa era Hayley, e ela estava morta.
Fiquei perplexa. Morta?  Do nada assim a menina morreu? Meus olhos se arregalaram. Provavelmente ficaram maiores até que os da Juliana Paz, o que eu considero meio impossível, mas como diz Justin Bieber: Nunca diga nunca.
– Mo... Mo... Morta? – gaguejei.
– Sim, Taylor disse que foram uns caras armados que roubou sua bolsa e depois atirou nela – ele respondeu ainda sério – e desde então sempre quando vejo Taylor me lembro de Hayley e sinto que a morte dela foi minha culpa. Tipo, se eu não tivesse levado ela para aquela festa ela não...
– Espera ai – interrompi seu alto condenamento – isso não foi sua culpa, não tem nada a ver! – explodi, odeio quando as pessoas ficam se condenando por coisas que não foi culpa delas – Olha, isso não foi sua culpa ok? Não é culpa sua se ela resolveu sair e acabou encontrando esses caras. Não se condene por uma coisa que não é sua culpa ok?
Vi as lágrimas brotando em seus olhos e em apenas alguns segundos já se viam cachoeiras escorrendo por suas bochechas.
– Mas... – ele protestou.
– Não, não, nada de mais. Não foi sua culpa e ponto – interrompi-o novamente – Vem cá – estendi os braços pra ele chamando-o para um abraço.
– Obrigado – ele disse entre soluços, encos-tando a cabeça em meu ombro.
– Amigo é pra essas coisas mesmo – eu disse fazendo um cafuné em sua cabeça. Ele riu – Vai, enxugar essas lágrimas e vamos aproveitar a festa que tal?
– Ah, agora você quer ser minha amiga – ele riu se afastando – porque naquele dia na padaria você não queria.
– Essas são águas passadas – disse fazendo um gesto com a mão que nem eu mesma sabia o que queria dizer com aquilo e ri.
– O que quer dizer isso? – ele disse imitando meu gesto estranho com a mão, rindo e fazendo uma cara engraçada – É alguma coisa dos brasileiros?
– Eu não sei – respondi rindo também.
– Doida – ele disse bagunçando meu cabelo como fazem com crianças – Vamos voltar pra festa?
– Claro, não quero perder toda a festa aqui fora – comecei a caminhar de volta para o salão.
– Não era você que não queria vim? – indagou ele, que vinha logo atrás de mim.
– Mudei de opinião – respondi e dei um singelo sorriso.
– Você muda de opinião rápido hein? – ele disse passando a mão pela minha cintura e me abraçando.
Abraço entre amigos só pra esclarecer as coisas, nada de mais.
– Às vezes aprendemos coisas que fazem com que elas mudem (Demi filosofando AUHEUHAE) – respondi.
Ele sorriu.
– Sei... Você é que não quer confessar que é bipolar.
Rimos juntos e voltamos pra festa.
Ficamos juntos a festa inteira, já que Selena tinha sumido do mapa.
– Ei Joe, já tá tarde, eu tenho que ir – eu disse.
– É tá mesmo, também tenho que ir.
Nós dois saímos do salão e ficamos lá fora.
– Aah droga, esqueci meu celular – murmurei pra mim mesma. Legal em Demetria sua lerda, agora como você vai poder ligar pra um taxi?
– Pra que você quer um celular? –  perguntou Joe.
– Pra chamar um taxi.– respondi.
– Bom, então você não precisa mais de um celular. –  ele sorriu.
– Hã? –  eu perguntei. u.u as vezes o Joe é meio maluco.
– Eu vou te levar ¬¬ – ele respondeu rindo. – sua lerda.
– Aaah não naão precisa não – não quero ser uma folgada e deixar ele me dar carona de novo.
– Precisa sim, anda logo antes que eu te carregue e te coloque dentro desse carro. – Joe disse sorrindo e abrindo a porta do carro.
– Até que não seria uma má ideia... –  sussurrei.
– O que você disse Demi? 
– Ah nada –  senti minha cara corando. Aaah que vergonha, graças a Deus ele não entendeu.
Entrei no carro e ele me levou na minha casa (de novo). Saímos do carro e fomos rumo á porta da minha casa.
– Então tchau, até amanhã.– Joe disse e foi me dar um beijo na bochecha só que...

CONTINUA *-* HAHA Sou má, parei na parte do suspense. u.u aprendi com você Fee (adorei seu comentário UAHEUHAE). Espero que gostem e muito muito obrigada pelos comentários <3 aah não lembro quem me perguntou quais fanfics eu leio, mas as que eu lei é: http://jemistillinlovewithyou.blogspot.com/ http://jemiumahistoriasemfim.blogspot.com/ e http://jemi-forever.tumblr.com/ . Entrem e leiam, são bem legais as três :D

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