segunda-feira, 7 de março de 2011

Capitulo VII



Haviam adolescentes por todos os lados, alguns correndo – infantis – outros sentados na grama, e outros se agarrando escondidos dos professores.
– Hey Demi, minha mãe chegou, te vejo a noite – Selena disse me dando um abraço esmagador.
À noite? Hmm... Acho que ela ficou doida.
– Não tia – droga tinha pegado essa mania de chamar todo mundo de tia – a gente só vai se ver amanhã. – disse tentando respirar, mas sem sucesso. Cara, quando Sel quer, consegue matar qualquer um sufocado.
– Amanhã? A não Demi só porque você é nova e só me conhece aqui nessa escola não é motivo para você não querer ir à festa – com certeza esses seriam motivos para que eu não fosse a uma festa. Mas espera, festa? Do que ela está falando?
– Cara, eu não sei do que você está falando – disse colocando minhas mãos na cintura, esperando uma resposta.
– Vai me dizer que você não está sabendo que hoje á noite tem a festa do Colégio Sunny de boas-vindas?
– Festa? Não! – Aimeudeus! Festa?
– Hmm... É, festa – ela disse confusa – avisaram que ia ter essa festa no dia da matricula.
Ah droga!
– Ninguém me disse nada lá em casa – vou ter que me lembrar de perguntar para minha mãe porque ela não me disse que teria essa festa.
– Bom, se você quiser, eu posso ir à sua casa mais tarde pra arrumarmos juntas!
– Ah não, não precisa, eu não vou mesmo nessa festa – não estou muito a fim de ir, além de que não tenho roupa pra ir.
– Ah você vai sim, não adianta reclamar – Sel começou a abrir sua mochila e pegou uma caneta e um pedaço de folha e começou a anotar algumas coisas, que eu não conseguir ver o que eram, no papel – aqui meu telefone. Anote aqui seu endereço, ás sete eu apareço lá na sua casa – ela disse pegando mais um pedaço de papel e me entregando junto com uma caneta.
– Sério, não estou com animo pra festa e além do mais...
– Anota o endereço logo que a gente vai nessa festa nem que eu tenha que te carregar até lá, além do mais imagina quantos carinhas bonitos vai ter lá... – ela foi dizendo com olhos brilhantes e um sorriso radiante enquanto fazia uma lista mentalmente, contando nos dedos os “carinhas” bonitos.
– Tudo bem, eu vou – disse com um suspiro.
Anotei meu endereço no papel e entreguei a ela.
– Sua safada, foi soeu falar dos carinhas que você quis ir – Sel disse e foi rumo ao portão.
Fiquei observando ela indo embora ao horizonte. Ela chegou até seu carro, um sedã preto, e entrou enquanto acenava pra mim.
Fiquei algum tempo ali parada, observando as pessoas, a natureza... O lugar... E pensando na vida, pelo menos tentando, porque quando não era um me abraçando e me esmagando era outro me derrubando.
– Olha por onde anda! – gritei enquanto tentava me recuperar e me levantar do tombo que havia tomado. Graças á algum menino infantil que ficou correndo e me derrubou.
– Ah, me desculpa, é que eu...
– Você o que criatura? – disse levantando minha cabeça. 
Meus olhos se encontrarem com os olhos verdes mais bonitos que já havia visto na vida. Ah sim, eram os mais bonitos que já vi.
– Demi? – indagou o dono dos olhos verdes.
– Joshep?
– Sou eu – olhei para ele, que estendeu a mão como ajuda e me deu um leve sorriso.
– Obrigada – peguei sua mão e em um pulo já estava de pé novamente.
– Desculpa – disse ele, se abaixando para pegar minhas coisas no chão ao mesmo tempo em que eu repetia o gesto. Nossas mãos se tocaram. Senti uma corrente elétrica passar por meu corpo. Choque de elétrons? Com minhas coisas na mão sorri e ergui o rosto.
– Tudo bem sem problemas – respondi com outro sorriso.
– Você vive caindo hein? – olhou pra mim com uma cara engraçada e começamos a rir.
– Não te vi na aula hoje – Joshep se espantou com meu comentário.
Talvez eu fosse um pouco direta demais.
– Ah, é que hoje ficamos o dia inteiro treinando futebol americano – explicou ele enquanto andávamos pelo jardim do colégio – vai haver um jogo daqui uma semana.
– Você faz parte do time de futebol americano?
– Faço – vi várias emoções passando em seu rosto ao mesmo tempo. Dor, tristeza, alegria...
– Mas... – completei sua frase. Tinha certeza que havia algo mais.
– Mas eu não gosto muito – ele deu um leve sorriso triste.
– Então porque você não sai do time? – se ele não gosta, é o melhor a se fazer.
– Não quero decepcionar o time, eles contam comigo e também não quero decepcionar meu pai.
– Mas se você não gosta não deve continuar – sentei em um banco de madeira que ficava em baixo de uma árvore e ele me segui e sentou-se ao meu lado – mesmo que isso possa causar desapontamento da parte de alguns.
– Acho que você tem razão – ele suspirou – é só que meu pai sempre sonhou com isso.
– Mesmo assim Joe – Joe? Que intimidade é essa? – se seu pai realmente te ama ele vai entender.
– Espero que sim.
– Pense bem, pelo que eu vi lá na padaria já deu pra perceber que ele gosta muito de você é claro que ele vai entender.
– Você é bem legal pra uma garota – ele disse com aquele seu sorriso sexy e com cara sarcástica.
– Ei! – dei um empurrão nele e ele quase caiu no chão.
– Ai! – ele disse rindo feito um idiota.
– Isso é por você ter me derrubado e por ter esnobado nós garotas – ri com ele.
– Você é bem forte – ele esfregava seu braço, onde eu havia empurrado.
– Eu sei – empinei o nariz e fiz cara de esnobe.
– E convencida também – Taylor disse rebolando enquanto passava por nós.
– Nojenta – sussurrei e fiz um gesto obsceno por suas costas enquanto ela saia da escola.
– Que coisa feia Demi! – repreendeu Joe rindo.
– Ela merece, além de que ela está usando uma saia horrível rosa, odeio saia e odeio rosa – ela não tinha nada que se intrometer em nossa conversa.
– Você é maligna – ele disse ainda rindo – gosto de pessoas malignas, pessoas santas de mais me irritam. Sempre querem fazer tudo certo, tudo perfeito...
– AAH – gritei feito uma louca enquanto ele me olhava com uma cara engraçada – eu também.
– Finalmente alguém que concorda comigo – ficamos ali rindo até quase chorarmos.
– Seu maligno.
– Olha quem fala – ele sorriu maliciosamente – mas, mudando de assunto, você leu mais algum pedaço de “A Menina que Roubava Livros”?
– Ainda não, estou acabando de ler “Caçada” primeiro.
– Esse livro é da série House Of Night? – indagou Joe.
O sol estava fraco, havia nuvens no céu, não muitas, pássaros cantavam, borboletas dançavam no ar e pousavam nas belas flores e árvores que havia no jardim. Parecia o paraíso.
– É – sorri para ele.
– Você gosta mesmo de ler, não é? – o vento balançava seus cabelos, o sol batia levemente em seu rosto, seu sorriso era encantador.
Uma cena um tanto quanto surreal.
– Que? – balancei a cabeça dispersando minha atenção de seus cabelos e de seu rosto.
– Você está dormindo é? – ele disse rindo, a melhor risada, sempre – eu te perguntei se você gosta de ler.
– A ta – disse corando, é melhor eu prestar mais atenção no que ele está falando, estou fazendo papel de lerda – gosto sim e você?
– Eu também, ler é uma coisa meio mágica, surreal, é como viajar para outro espaço e vivenciar tudo o que está acontecendo ali de camarote.
Concordei com a cabeça.
Quantas horas será que já são? Já deve estar ficando tarde, não tem quase ninguém mais aqui.
Cadê minha mãe?
– Droga, minha mãe deve ter se esquecido de me buscar. De novo – pensei em voz alta enquanto decidia se ia embora a pé ou se esperava mais um pouco.
– Como assim? – indagou Joshep.
– Bom, é que minha mãe, na maioria das vezes, se esquece de me buscar. E como já faz mais de uma hora que estamos aqui conversando, creio que já deve ter passado uma hora e meia que estou aqui esperando – sim, ela sempre me esquece. Uma triste realidade.
– Se quiser posso te dar uma carona.
– Ah não. Não precisa. Eu vou a pé mesmo – não quero ser um incomodo pro garoto logo no primeiro dia de aula.
– Não, que a pé o que? Vem, eu te dou uma carona – pegou meu braço e saiu me arrastado.
As pessoas começaram a nos olhar com caras engraçadas.
Medo...
– Mas você tem que falar com seu pai primeiro, talvez ele não queira...
– Meu pai? Porque eu deveria falar com meu pai? – ele disse me interrompendo e parando de me puxar.
– Vai que ele não quer me dar carona.
– Não é meu pai que vai dirigir, sou eu – ele disse rindo, como se aquilo fosse uma coisa óbvia.
Ele dirigir? Quantos anos ele tinha? Dezessete? Ele não pode dirigir.
– Você vai dirigir? – perguntei perplexa.
– É. Quantos anos você acha que eu tenho? Dez? – ele disse ironicamente e rindo – eu já tenho dezessete, posso dirigir.
Nossa, como eu sou burra!!!
É claro, não estamos mais no Brasil, aqui as pessoas podem dirigir aos dezesseis.
– Ai meu Deus! Desculpe-me, eu não sabia que você ia sozinho e fiquei aqui conversando com você, te enrolando e te atrasando – bem, que ele podia ter falado que não precisava esperar seu pai.
– Ah não, tudo bem – ele disse gentilmente – eu não tenho nada pra fazer á tarde mesmo.
Continuamos andando até seu carro.
– Entre madame – ele abriu a porta imitando uma mordomo.
– Claro “madamo”.
Entrei no carro e por um momento ficamos rindo com o meu “madamo”.
– Então... Você gosta de inventar palavras? – ele disse rindo.
– Sim eu gosto – ri junto com ele.
Ele ficou tentando arrumar uma freqüência de rádio que não estivesse chiando e depois me levou em casa.
Nossa conversa fluiu e foi tão divertida que nem vimos o tempo passar.
– Bom, eu fico por aqui – desci do carro e acenei para Joe.
– Espera! – ele desceu do carro correndo e me seguiu – se você quiser posso te dar carona todos os dias. Assim você não precisa ficar esperando sua mãe mais.
– Ah não, não precisa, tudo bem – fui despejando as palavras, não quero incomodar o garoto de novo.
Parece que ele leu minha mente: – Olha tudo bem pra mim, minha casa é logo ali, conseqüentemente sua casa é caminho da minha.
– Bom, se for assim então tudo bem – sorri para ele, tentando abrir a porta.
– Tchau, até á noite.
– Tchau – eu disse acenando – espera, você vai na festa hoje a noite?
– Vou sim e você?
– Também... É... Então tchau!
– Tchau.


U.U eu sei que demorei nesse capitulo, mas é porque eu queria que ele ficasse super mega lindo UAHEUHAE eu sei que não ficou neh, mas eu tentei :D Comentem o que acharam.

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