
Caminhei em sua direção para ver se tudo estava bem e... BAM!
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Havia muito barulho a minha volta. Luzes oscilantes. Mesmo de olhos fechados consegui sentir um clarão avermelhado passando por minha pálpebra. Alguém me chamava. Sentia-me muito fraca. Minhas costas, meu pescoço, minhas pernas: tudo doía. Não conseguia abrir os olhos nem me mover.
Estava deitada em uma superfície dura e quente, num ângulo estranho. Senti mãos me tocando cuidadosamente, no lado esquerdo da cabeça, onde sentia um líquido quente escorrer. Tentei inspirar profundamente, mas só me senti pior. Além da dor, agora também nos pulmões, um cheiro familiar e salgado chegou ao meu nariz, fazendo meu estômago revirar: sangue.
Foi então que me lembrei: estava voltando da sala do diretor e vi Taylor com cara de quem viu fantasma, depois senti um enorme peso sobre o meu corpo e apaguei.
Alguém continuava a me chamar. Abri um pouco os olhos e vi um rosto familiar e bonito muito próximo. Conhecia muito bem aquele rosto.
– Joe – sussurrei, tentando me levantar, sem êxito, porém não obtive resultados.
– Psiu, você precisa descansar – ele acariciava minha cabeça enquanto falava. Ele estava sentado na beirada da cama onde eu estava deitada e me examinava cuidadosamente com os olhos.
O lugar era claro, com paredes brancas, não era muito grande. Havia alguns aparelhos ao lado da cama onde eu estava que ficavam apitando. Na sala estavam apenas Joe, ao meu lado, e Selena, dormindo em um pequeno sofá de couro vermelho.
Um mini tubo saia do meu pulso e ia até um dos aparelhos ao lado da cama. Outro dois tubos saiam do meu nariz, também ligados á aparelhos.
– Onde estou? – perguntei examinando o lugar.
– Você está no hospital Demi – Joe suspirou. Ele estava com uma cara horrível. Haviam enormes bolsas arroxeadas em baixo de seus lindos olhos verdes, seu rosto estava pálido, seu cabelo estava desgrenhado e parecia que ele não descansava há séculos. E mesmo assim ele ainda estava lindo.
– É, eu me lembro de sentir uma pancada forte na cabeça. Só não consigo me lembrar que pancada foi aquela. A única coisa que me lembro é que estava andando de volta para sala após uma visitinha ao diretor e depois senti uma pancada forte na cabeça e apaguei – fiz força pra tentar lembrar o que havia caído sobre mim, mas tudo que obtive foi uma dor forte na cabeça.
– Taylor disse que você estava voltando da sala do diretor quando, do nada, uma das estátuas que ficam dependuradas na parede caiu sobre você – ele disse, parecia cansado.
Minha vista não estava muito boa, provávelmente devido á pancada, estava vendo pequenas cores flutuando em volta de Joe. Era uma mistura de azul, rosa e turquesa.
– Legal, tem algumas cores flutuando em volta de você – eu disse como uma criança abobalhada sorrindo.
– Tá bom, tá bom, mas agora você precisa descansar, você está horrível, tem um corte pequeno na cabeça, está com cara de cansada, suas roupas estão todas esfarrapadas e seus braços tem mais roxos do que eu já tive em toda a minha vida. Vai demorar um pouco pra você voltar a sua aparência de antes – ele fazia cafuné na minha cabeça enquanto falava calmamente e fazia caras estranhas ao me olhar, eu estava horrível e ele ainda fica jogando isso na minha cara? Belo amigo que eu tenho hein?
Provavelmente ele estava achando que eu estava delirando, pois nem ligou quando eu disse das cores flutuantes. Mas é verdade! Tem corezinhas flutuando sobre ele.
– Poxa, quando eu não me arrumo, você reclama, diz que eu estou relaxada. Quando eu me arrumo mais, você reclama e fala que eu não gosto desse tipo de roupas, nem dessa cor... É difícil te agradar hein, Joe... –disse fazendo uma cara indignada e cruzando os braços. Ou melhor, tentando, porque meus braços doíam tanto que resolvi largá-los jogados onde estavam.
– Então você tenta me agradar? – ele disse com um sorrisinho divertido no rosto, me fazendo ficar vermelha. Dei uma risada para disfarçar o nervosismo e o empurrei com o quadril, que era uma das únicas partes do meu corpo que não doía.
– Não se acha... – rolei os olhos rindo, mas logo parei, rir. Doía.
– Você que me dá motivos para eu me achar – ele riu e eu rolei os olhos para ele novamente com quem diz: Convencido.
– Não dou nada, seu besta – ok, eu dava mesmo, mas não ia confessar isso pra ele.
– Ta bom – ele disse sorrindo. – Só não vou discutir com você hoje porque você está toda arrebentada.
Revirei os olhos e ele riu mais ainda.
– Cadê minha mãe? – reparei que ela não estava aqui, ela deveria estar aqui, afinal ela é minha mãe. Eu podia estar morrendo nesse momento!!
Tudo bem, talvez eu exagerei um pouco.
– Ah! Sua mãe? – ele sorriu fraco, dando pra perceber que não era coisa boa que ele diria – ela não pode vir, estava trabalhando, então eu e Selena viemos – ele apontava para Sel que dormia tranquilamente no sofá.
– Tudo bem, já estou acostumada – virei minha cabeça para o lado contrario de onde ele estava e senti meus olhos se encherem d’água.
– Ei, não fica assim, tenho certeza de que ela queria estar aqui, mas ela estava ocupada e não pode vir – ele se aconchegou ao meu lado na cama e começou a brincar com meu cabelo.
– Esse é o problema – respondi fungando – ela sempre está ocupada.
– Shh! Não se preocupe, ela já deve vim, além de que eu e Sel estamos aqui, então você devia ficar muito feliz, porque somos as pessoas mais lindas do mundo, as quais você mais ama na vida – ele disse me fazendo rir.
– Que eu mais amo é? Seu convencido, quem te disse isso?
– Ninguém, mas eu sei – ele sorriu e me beijou na bochecha – agora vai dormir que você deve estar cansada.
Depois que ele disse isso que eu percebi o quanto estava esgotada, precisava dormir um pouco.
Fechei os olhos e em pouco tempo caí no sono.
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– Ai meu Deus! – alguém gritava. Eu conhecia aquela voz, só não consegui me lembrar de quem era.
Abri os olhos de vagar e vi Miley dando um chilique, mas espera... Eu ainda estou vendo luzes em volta das pessoas... Em volta de Miley estava uma mistura de vermelho com laranja, talvez um vermelho-alaranjado?
Espera ai! MILEY!! AAAH A MILEY ESTÁ AQUI?
Não... Deve ser mais alguma coisa esquisita que aconteceu com a minha vista.
Joe se levantou devagarzinho para não balançar a cama e esfregou os olhos. Dessa vez em volta de seu corpo só se viam manchas brancas e vermelhas.
Essas luzes deviam ter desaparecido certo? Eu já havia dormido e descansado. Por que elas insistiam em ficar ali na minha vista?
– O que aconteceu garota? – Justin perguntava enquanto ainda esfregava os olhos. – Quem é você?
Espera, então não é miragem, Miley está mesmo aqui!!
Quando fui abrir a boca pra dizer alguma coisa Selena entra desesperada pela porta ( não, entrou pela janela ¬¬ IAEIAHEUA) gritando:
– Desculpa Demi, essa maluca disse que te conhece e chegou querendo entrar, eu não deixei e ela foi e me derrubou você acredita? – ela disse incrédula.
– Selena... – eu fui dizendo só que ela começou a tagarelar de novo.
– Eu sei que eu devia dar uns bons socos nela agora, só que eu to com dó dela e...
– SELENA! – eu gritei.
– Que foi? – ela disse assustada.
– Eu conheço ela, tá legal? – suspirei. – ela é a minha amiga que mora no Brasil.
– Aah – ela disse sem graça.
– Vai, chega de bla bla bla, eu te desculpo, mesmo você parecendo uma completa maluca. – ela disse olhando pra Selena. – E você que tá ai sentando na cama vai se levantando porque eu preciso falar com a Demi.
Joe se levantou assustado e foi pro lado de Selena.
– Ai meu Deus Demi!! – Miley veio correndo em minha direção –Você tá bem?
– Eu to Miley –eu disse rindo. – Ei vocês dois – eu disse pra Sel e pro Joe – não precisa ter medo da Miley não, ela é meio esquisita, mas depois você se acostuma.
– Haha, muito engraçado senhorita Demetria – ela disse.
Apenas sorri.
– Preciso te contar uma coisa Demi – ela disse toda sorridente.
– O que? – perguntei.
–É que...
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